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Um deserto repleto de oásis no Maranhão

Um deserto repleto de oásis no Maranhão

Impossível não se apaixonar pelo visual de dunas e lagoas do roteiro Lençóis Maranhenses. Uma paisagem que lembra um deserto repleto de oásis numa área de 155 mil hectares, transformada em parque nacional em junho 1981.

O portal da obra de arte da natureza é Barreirinhas, município a 255 quilômetros da capital, São Luís. A cidade conta com infraestrutura básica, com hotéis, restaurantes e lojas onde o visitante pode adquirir peças artesanais da palha do buriti, uma das matérias-primas mais tradicionais do Maranhão. Os municípios de Santo Amaro do Maranhão, Paulino Neves e Tutóia também integram a programação.

Há duas versões para o nome Lençóis Maranhenses. Os mais pragmáticos afirmam que foi a grande quantidade de lençóis freáticos existente no local que deu origem a ele. Os mais românticos afirmam que foi a visão aérea que inspirou os primeiros habitantes. Pelo alto, a formação disforme das areias em morros dispostos aleatoriamente parece com um imenso lençol desarrumado sobre uma cama gigante.

Formado por processos geológicos ao longo de milhares de anos, a região, conhecida como Deserto Brasileiro, reúne dunas, rios, mar, manguezais, além de lagoas de águas cristalinas que se formam no período chuvoso (entre março e julho).

Para descer até a foz do rio Preguiças, o turista pode usar lanchas ou “voadeiras”, facilmente contratadas no local. No percurso, paradas obrigatórias para apreciar as dunas, dar um mergulho e visitar comunidades locais, como Mandacaru, onde existe um farol com um visual estonteante da região.

Atins oferece o ponto de apoio mais próximo ao Parque dos Lençóis Maranhenses pelo litoral. Caburé destaca-se pela grande oferta de pousadas, com agradáveis chalés, comida saborosa e banhos inesquecíveis. Opção ideal para entrar em contato com a natureza, esquecer todos os problemas do cotidiano e renovar as energias.
Por todas as ruas do centro de Barreirinhas existem casas que comercializam produtos regionais, principalmente os extraídos da fibra do buriti, principal matéria-prima para o artesanato da região. São bolsas, pulseiras, chapéus, calçados, viseiras, bonés, e redes. Uma produção diversificada pela técnica, forma e cor, tingidas com pigmentos vegetais.

No 4º Salão do Turismo, o mestre artesão Douglas de Jesus Castro Lopes vai representar os artistas locais. Ele usa o talo do buriti para fabricar embarcações e bois-bumbás. Uma técnica repassada de pai para filho a três gerações na família do artista.

As mãos habilidosas do artesão munidas com uma faca dão forma ao material. Com varetas, fitas, cola, arame e tecido começam a nascer peças decorativas que representam um pouco do folclore local e das embarcações que fazem parte da história da região. O artista trabalha há 17 anos no Centro de Produção e Comercialização de Produtos Artesanais do Maranhão de maneira a agregar valor ao turismo local.

VAQUEJADA DE BARREIRINHAS
Junho – Festa Junina, com apresentações de quadrilhas, dança do São Gonçalo e o bumba-meu-boi.
Julho – Principal manifestação cultural do município, a Vaquejada Regional de Barreirinhas. Caracteriza-se com a maior da região e ocorre geralmente na terceira semana do mês, com a participação de vaqueiros de todo o Maranhão.
Dezembro – No dia 08 ocorre a tradicional festa da padroeira da cidade, Nossa Senhora da Conceição. São oito dias de festejos administrado pela igreja Católica.

 

São Luís

São Luís possui casarios distribuídos entre praças, ruas e becos calçados de paralelepípedos, que mantém o traçado original, descortinando um passado de muita riqueza, onde barões e prósperos comerciantes acumularam fortunas. Para garantir a preservação da memória, o Centro Histórico passa por um cuidadoso trabalho de restauração. A ideia é devolver aos bairros do Desterro, Portinho e Praia Grande, os mais antigos de São Luís, grande parte do encanto de antigamente. As fiações são subterrâneas e toda a área foi transformada numa agradável região de passeio. Um cenário típico para o cinema épico. Outros atrativos da região são: Alcântara, uma cidade tombada pelo IPHAN; Raposa, maior colônia de pescadores do Maranhão; e São José de Ribamar; uma cidade balneária, berço da religiosidade maranhense.

 

Fonte: Uol Eco Viagem